A genialidade verdadeira – fixa isto como se fosse (e é mesmo) a mais importante lição que algum dia recebeste – é viver bem. A genialidade é saber viver. Isso sim: é genial. E, se não sabes viver, por mais obras-primas que cries e mais invenções que descubras, não passas de um burro.

Pedro Chagas Freitas

Pedro Chagas Freitas

Profissão: Autor
Nacionalidade: Português

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O amor consiste na capacidade de encontrar todas as paixões num só corpo.

O que é estar vivo senão ainda ser capaz de trazer sensações aos outros?

A vida acontece mais do que tudo naqueles momentos que não fazes a mínima ideia do tempo que demoraram. A felicidade tem tudo menos relógio.

A competência é génio. A única, e verdadeira, forma de génio. Mais do que quem escreve um livro ou pinta um quadro: o competente que resolve problemas e facilita a vida de quem, sem ele, iria martirizar-se até à demência pela sua incapacidade é um génio. Um autêntico Da Vinci dos tempos modernos.

Amar é isso. Procurar mais mesmo depois de já estar encontrado.

Nada é mal escrito quando se escreve o amor. Ou tem o amor inteiro ou não é poema nenhum.

Ser feliz é adiar o futuro a toda a hora, guardá-lo num espaço onde não está o que agora somos, o segredo não é viver o agora, é só ter o agora.

Dói tanto saber que um dia acabamos como é feliz saber que existimos, se calhar a vida é má por culpa da impossibilidade de ser para sempre, e se calhar é por isso mesmo que é boa, somos raros e somos felizes.

A falta de respeito é o problema do mundo. Respeito por mim, por ti, pelo cego que canta e pede esmola, pelo gato vadio que se atravessa numa estrada. Já não há respeito. Já não há respeito porque tudo deixou de nos dizer respeito. É tudo distante, é tudo lá – e nunca cá.

O grande amor é o que resiste às pequenas coisas que todos os dias o querem impedir de crescer.

Todas as alegrias têm um pedaço de medo, ou mais do que um pedaço, nenhuma alegria subsiste sem medo, choro de medo de não te ter.

A grandeza de um homem mede-se, amiúde, pela capacidade de rir para os outros quando está a chorar para si.

Antes um idiota que tenta do que um génio que aguenta.

De que me vale saber o mundo – se não me sei o lugar, a rua, o bairro? De que me vale ser o que tudo sabe – se não me sei saber de verdade?