Até mesmo os homens honestos precisam de patifes à sua volta. Existem coisas que não se podem pedir às pessoas honestas para fazerem.

Jean de la Bruyere

Jean de la Bruyere

Profissão: Filósofo
Nacionalidade: Francês

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O ciúme nunca está isento de certa espécie de inveja, e frequentemente se confundem essas duas paixões.

Para o homem, apenas há três acontecimentos: nascer, viver e morrer. Ele não sente o nascer, sofre ao morrer e esquece-se de viver.

O valor de uma pessoa neste mundo é calculada de acordo com o valor que ela coloca em si mesma.

À força de fazermos novos contratos e de vermos o dinheiro crescer nos nossos cofres, acabamos por nos julgarmos inteligentes e quase capazes de governar.

Uma mulher insensível é aquela que ainda não encontrou aquele a quem deve amar.

No mundo, apenas há duas maneiras de subirmos, ou graças à nossa habilidade, ou mediante a imbecilidade dos outros.

A vida, quando é miserável, custa a suportar; se é feliz, é horrível perdê-la. Uma coisa equivale à outra.

Deve-se procurar somente pensar e falar com acerto, sem querem sujeitar os outros ao nosso gosto e a nossos sentimentos. É uma empresa demasiado grande.

Entre todas as expressões diferentes que pode tomar cada um dos nossos pensamentos só há uma que seja boa.

Não invejemos a certa espécie de gente as suas grandes riquezas: eles as têm à custa de um ónus que não nos daria bom cómodo. Estragaram o seu repouso, a sua saúde, a sua felicidade e a sua consciência, para as conseguir: isso é caro demais, e não há nada a ganhar por esse preço.

O prazer mais delicado é o de dar prazer a alguém.

Quanto mais nos aproximamos dos grandes homens, tanto mais percebemos que são apenas homens.

Um homem não é um homem só, são muitos; multiplica-se tantas vezes quantos os seus gostos, e de maneiras diferentes. É a cada momento o que não era, e vai ser em breve o que nunca foi: sucede-se a si mesmo.

Somos tão responsáveis por amar sempre como o somos por nunca amar.