Quando se ama com a cabeça não se ama coisa nenhuma.

Pedro Chagas Freitas

Pedro Chagas Freitas

Profissão: Autor
Nacionalidade: Português

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A coragem é o lado heróico do amor, e imbecil também.

De que me vale saber o mundo – se não me sei o lugar, a rua, o bairro? De que me vale ser o que tudo sabe – se não me sei saber de verdade?

O amor é bem capaz de ser a sensação de que podemos cair e nem isso nos fazer parar.

As pessoas aproximam-se pelo que dói, não pelo que se festeja, a espessura de uma união é a dificuldade, o peso da impossibilidade a entrar vagaroso no dia, nunca somos só felizes, e é só assim que a felicidade existe.

As intenções nem existem. Nem o próprio é capaz de saber o que o move. Quase sempre não fazemos a mínima ideia de quais são as nossas intenções até executarmos essas intenções que nem sabíamos quais eram.

A essência humana é, no fundo, bastante simples de entender. Quer-se o que não se tem. E, quando se tem, continua a querer-se o que não se tem.

Nunca são as palavras a fazer as pessoas que as dizem.

A felicidade, quando é vista como o ponto mais alto da tua vida, é uma nulidade. Uma serenidade. E a serenidade é uma seca. Esquece a felicidade. Quando quiseres viver, exige-te loucura, exige-te algo que não tem sequer denominação - de tão forte, de tão intenso, de tão único: de tão tudo.

O que morre primeiro: não amar ou amar demais?

São os que premeiam a excelência que fazem com que a excelência esteja acima da média – com que a excelência não seja a média. São os que premeiam a excelência que fazem com que a mediocridade seja expectável – e não, como deveria ser, dizimável.

O amor acontece quando desistimos de ser perfeitos.

Livra-te de não amares quem amas, de não seres a chama para quem queres, de não seres o santo de quem te quer bem. Livra-te. É só assim que nos, a nós que te somos mundo, livrais do mal.

A inveja e o ciúme e a ambição e o egoísmo só são maus quando se lida mal com eles – quando são transformados, todos eles, em reles ressabiamento.

O amor só existe quando nos oferece pelo menos um ou dois segundos de nós próprios.