Quanto menos inteligente um homem é, menos misteriosa lhe parece a existência.

Arthur Schopenhauer

Arthur Schopenhauer

Profissão: Filósofo
Nacionalidade: Alemão

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As pessoas, via de regra, são insolventes, isto é, nada há no seu convívio que indenize o tédio, as fadigas e incómodos que provocam, nem a auto-abnegação que impõem. Por isso, quase toda a sociedade é constituída de tal modo, que quem a troca pela solidão faz um bom negócio.

Desconsiderar é ganhar consideração.

Sentimos que toda a satisfação de nossos desejos advinda do mundo assemelha-se à esmola que mantém hoje o mendigo vivo, porém prolonga amanhã sua fome.

Um ponto importante da sabedoria de vida consiste na proporção correta com a qual dedicamos a nossa atenção em parte ao presente, em parte ao futuro, para que um não estrague o outro. Muitos vivem em demasia no presente: são os levianos; outros vivem em demasia no futuro: são os medrosos e os preocupados.

Reconhecemos de maneira geral que o que cada um é, contribui mais para a sua realidade do que cada um tem, ou representa. O principal é sempre o que um homem é; por conseguinte, o que possui em si mesmo, porque a individualidade o acompanha em todos os tempos e em todos os lugares e tinge com seu matiz todos os acontecimentos de sua vida.

Toda criança é, de certo modo, um gênio. E todo gênio é, de certo modo, uma criança.

É frequentemente censurado que os desejos das pessoas estejam voltados principalmente ao dinheiro e que elas o amem acima de tudo.

O perfeito homem do mundo seria aquele que jamais hesitasse por indecisão e nunca agisse por precipitação.

Quando procuramos estimular a nossa inteligência e o nosso conhecimento, sentimos constantemente a resistência da época como um peso que devemos arrastar, mas que, apesar de todo o nosso esforço, insiste em manter-se no chão.

Cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.

Na infância, a vida apresenta-se como uma decoração teatral vista de longe; na velhice, como a mesma decoração, porém vista bem de perto.

Muitos ricos sentem-se infelizes porque estão desprovidos de uma verdadeira formação espiritual, de conhecimentos e, portanto, de qualquer interesse objectivo que os possa capacitar a uma ocupação espiritual.

Quem é alegre tem sempre razão de sê-lo, ou seja, justamente esta, a de ser alegre. Nada pode substituir tão perfeitamente qualquer outro bem quanto essa qualidade, enquanto ela mesma não é substituível por nada.

Os caprichos nascem da imposição da vontade sobre o conhecimento.