Se eu não for a minha própria epopeia, terei vivido em vão. (...) Se em todos os meus versos não houver timbres da eternidade, terei desperdiçado o tempo dos Deuses em mim.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Profissão: Autor
Nacionalidade: Português

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Tudo o mais é uma grande maçada para quem está presente por acaso. E a sociedade em que nascemos é o lugar onde mais por acaso estamos presentes.

Ah, seja como for, seja para onde for, partir!

Colaborar, ligar-se, agir com outros, é um impulso metafisicamente mórbido.

Ah, não estar parado nem a andar, não estar deitado nem de pé, nem acordado nem a dormir, nem aqui nem noutro ponto qualquer, resolver a equação desta inquietação prolixa, saber onde estar para poder estar em toda a parte, saber onde deitar-me para estar passeando por todas as ruas, saber onde.

Ver com facilidade todas as coisas, e gozar a vida realizando um grande número de sonhos.

Robinson Crusoe na sua ilha, só, pode ter uma metafísica: não pode ter uma moral.

Afinal, se coisas boas se vão é para que coisas melhores possam vir. Esqueça o passado, desapego é o segredo!

O mundo não é verdadeiro, mas é real.

Todo este universo é um livro em que cada um de nós é uma frase.

Por que fiz eu dos sonhos a minha única vida?

Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

O mais horrível de tudo é a minha incapacidade de formular, nem que seja dentro de mim, um qualquer sistema de vida ou filosofia. Chego a pensar que o meu corpo está habitado pela alma de algum poeta morto...

Para vencer - material ou imaterialmente - três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades, e criar relações. O resto pertence ao elemento indefinível, mas real, a que, à falta de melhor nome, se chama sorte.

No que nasce tanto podemos sentir o que nasce como pensar o que há-de morrer.