Não há ninguém que eu odeie, acho que dá muito trabalho odiar. Há é pessoas que me são indiferentes.

António Lobo Antunes

António Lobo Antunes

Profissão: Romancista
Nacionalidade: Português

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Antes da «Memória de Elefante» escrevi muitos livros, tive foi o bom senso de os deixar na gaveta. É um livro de principiante. O primeiro de que não me envergonho é a «Explicação dos Pássaros».

Só há grupos onde existem fraquezas individuais.

Há uma parte subterrânea nas obras de arte impossível de explicar. Como no amor. Esse mistério é, talvez seja, a própria essência do acto criador. A gente não sabe...

Nunca tive o coração à direita, mas nunca falei de política. Ainda fui candidato pelo Partido Comunista. Foi uma coisa ingénua da minha parte. Os políticos são repugnantes, de uma maneira geral.

As razões por que se gosta dos livros são muito variáveis. De uns gosta-se deles em si, de outros gosta-se por razões mais afectivas, de outros ainda pela forma como foram recebidos pelas pessoas. Embora de uma forma diferente, acaba-se por gostar de todos, senão não os publicávamos.

São precisas muitas mulheres para esquecer uma mulher inteligente.

Percebo muito bem que os emigrantes só pensem em regressar, mesmo que seja para fazer casas de azulejo: há um charme lento neste país que é irresistível.

Não tenho pensamentos abstractos quando estou a escrever. Estou tão preocupado a fazer o livro que nem sequer me pergunto o que é que isto quer dizer, nem sequer pergunto o que estou a escrever. Às vezes nem sequer sabemos se estamos a acertar no papel. Só quando se começa a trabalhar é que se vê se acertámos ou não.

A amizade é regida pelo mesmo mecanismo que o amor, é instantânea e absoluta.

É preciso viver, viver como homem comum entre homens comuns. Só um homem comum pode fazer grandes coisas.

Toda a invenção é memória. (...) Quem nos arranja os materiais é a memória. As tais coisas de que a gente não fala e aparecem nos livros, de maneiras desviadas.

A única coisa realmente importante na vida é a amizade.

A verdade não é só uma; para mim você é de uma maneira, para outro é de outra.

Não tenho muito jeito para viver. E acho que os livros são a minha redenção.