A arte tem a sinceridade da perfeição; nenhuma outra.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Profissão: Autor
Nacionalidade: Português


A arte tem a sinceridade da perfeição; nenhuma outra. Fernando Pessoa

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O amor quer a posse, mas não sabe o que é a posse. Se eu não sou meu, como serei teu, ou tu minha?

De meu, só sinto uma incapacidade enorme, um vácuo imenso, uma incompetência ante tudo o que é vida. (...) Nunca aprendi a existir.

O homem que cai na vida chamada dissoluta, e nela se fixa mantém-se homem, cumpre o seu dever para consigo próprio que é o de se dar prazer sexual, visto que tem faculdades psíquicas e físicas que o exigem.

A dignidade da inteligência está em reconhecer que é limitada e que o universo está fora dela.

Qualquer caminho leva a toda a parte.

Aborreço-me da possibilidade de vida eterna; o tédio de viver sempre deve ser imenso. Talvez o inferno seja isso.

A melhor maneira de começar a sonhar é mediante livros.

Tenho dito tantas vezes, quanto sofro sem sofrer, que me canso dos revezes, que sonho só para os não ter.

A Decadência é a perda total da inconsciência; porque a inconsciência é o fundamento da vida. O coração, se pudesse pensar, pararia.

Por vezes surpreendo-me com um medo espantado das minhas inspirações, dos meus pensamentos, ao dar-me conta de quão pouco o que há em mim me pertence (ou é eu próprio).

Quero dos deuses só que me não lembrem.

Organizar em perfeito paralelismo a minha vida prática e a minha vida especulativa, de modo a que a primeira nunca possa prejudicar a segunda, à qual está, por um dever mais alto, subordinada.

Descobri que a leitura é uma espécie de sonho escravizador, se devo sonhar porque não sonhar os meus próprios sonhos.

Ter ideias políticas é o modo mais simples de não ter ideias.