O seu amor, a sua ternura, eram apenas um sonho. Mas valeria a pena aceitar sonhar um amor que queremos viver na realidade?

Simone de Beauvoir

Simone de Beauvoir

Profissão: Autor
Nacionalidade: Francês

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Diante de si, o homem encontra a Natureza, tem possibilidade de dominá-la e tenta apropriar-se dela. Mas ela não pode satisfazê-lo. (...) Ele só a possui, consumindo-a, isto é, destruindo-a. Nesses dois casos, ele continua só.

O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles.

Todo homem que teve amores verdadeiros, revoltas verdadeiras, desejos verdadeiros, e vontades verdadeiras, sabe muito bem que não tem necessidade de nenhuma garantia extrema para ter certeza dos seus objetivos; a certeza provém das próprias forças propulsoras.

Não se pode escrever nada com indiferença.

Na verdade, sou terrivelmente gananciosa – quero tudo da vida. Quero ser uma mulher e um homem, ter muitos amigos e ter momentos de solidão, trabalhar muito e escrever bons livros, viajar e me divertir, ser egoísta e altruísta… Seria difícil conseguir tudo o que quero. E quando não sou capaz de fazer tudo isso, fico louca de ódio.

Sei o que é o amor. Tinha, com efeito, entrevisto algo novo. Meu pai, minha mãe, minha irmã, os que eu amava, eram meus. Pressentia pela primeira vez que a gente pode ser atingida no próprio coração por uma irradiação vinda de outro lugar.

O presente não é um passado em potência, ele é o momento da escolha e da ação.

Seja qual for o país, capitalista ou socialista, o homem foi em todo o lado arrasado pela tecnologia, alienado do seu próprio trabalho, feito prisioneiro, forçado a um estado de estupidez.

Ela estava pronta para negar a existência do espaço e do tempo, em vez de admitir que o amor pode não ser eterno.

Que suavidade encontraria nestes olhos verdes se os tivesse amado!

Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata. E que a vida sempre, sempre continua.

O ideal do amor e da verdadeira generosidade é dar tudo de si, mas sempre sentir como se isso não houvesse lhe custado nada.

Ter a porta fechada, os lábios fechados: mas o meu silêncio proclama ordens."tu não dizes nada, e eu vou" ou "não dizes nada, e eu não vou". Toda a minha presença é palavra. Avança então, avança no lodo da noite. Decide. Eu decidi a tua morte e não estamos pagos. Mais ainda. Queria pedir misericórdia: não há misericórdia.

O que é um adulto? Uma criança de idade.