Nada é mais prejudicial ao pensamento próprio do que uma influência muito forte de pensamentos alheios.

Arthur Schopenhauer

Arthur Schopenhauer

Profissão: Filósofo
Nacionalidade: Alemão

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Se alguém nota e sente uma grande superioridade intelectual naquele com quem fala, então conclui tacitamente e sem consciência clara que este, em igual medida, notará e sentirá a sua inferioridade e a sua limitação. Essa conclusão desperta o ódio, o rancor e a raiva mais amarga.

Se quisermos avaliar a situação de uma pessoa pela sua felicidade, deve-se perguntar não por aquilo que a diverte, mas pelo que a aflige.

As grandes dores fazem com que as menores mal sejam sentidas e, na falta das grandes, até o menor desgosto nos atormenta.

O que, em última instância, importa para o nosso bem-estar é aquilo que preenche e ocupa a consciência. No geral, toda a ocupação puramente intelectual proporcionará, ao espírito capaz de executá-la, muito mais do que a vida real com as suas alternâncias constantes entre sucesso e fracasso, acompanhados de abalos e tormentos.

Por mais que a amizade, o amor e o casamento unam as pessoas, no fim, cada um é «inteiramente sincero» apenas consigo mesmo e, quando muito, com o próprio filho.

Os primeiros quarenta anos de vida nos dão o texto: os trinta seguintes, o comentário.

Os talentos atingem metas que ninguém mais pode atingir; os génios atingem metas que ninguém jamais consegue ver.

Só o presente é verdadeiro e real; ele é o tempo realmente preenchido e é nele que repousa exclusivamente a nossa existência.

O que torna as pessoas sociáveis é a sua incapacidade de suportar a solidão e, nela, a si mesmos.

Tudo o que existe e acontece para o homem existe imediatamente apenas na sua «consciência» e acontece para ela; logo, manifestamente, é a qualidade da consciência a ser primeiramente essencial e, na maior parte das vezes, tudo depende mais dela do que das figuras que nela se expõem.

O que alguém pode ser para outrem tem limites bastante estreitos; no final, cada um permanece só.

Reconciliarmo-nos com o amigo com quem rompemos relações é uma fraqueza pela qual se expiará quando, na primeira oportunidade, ele fizer exactamente a mesma coisa que produziu a ruptura, até com mais ousadia, munido da consciência secreta da sua imprescindibilidade.

Enquanto que a nossa honra vai até onde somos pessoalmente conhecidos, a glória, pelo contrário, precede o nosso conhecimento e leva-o até onde ela mesmo consegue ir.

Quanto mais nobre e perfeita é uma coisa, tanto mais tarde e mais lentamente ela atinge a maturidade".