Conformar-se com a monotonia é achar tudo novo sempre.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Profissão: Autor
Nacionalidade: Português

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E o meu coração é um pouco maior que o universo inteiro.

Os meus sonhos são um refúgio estúpido, como um guarda-chuva contra um raio.

Feliz quem faz de bicho, pois que o é!

Nós não falamos em prosa. Falamos em verso. Falamos em verso sem rima nem ritmo. Fazemos pausas na conversa que na leitura da prosa se não podem fazer. Falamos, sim, em verso, em verso natural - isto é, em verso sem rima nem ritmo, com as pausas do nosso fôlego e sentimento. Os meus versos são naturais porque são feitos assim.

Não há poetas do amor, nem da pátria, nem de outra coisa de ordem social. A poesia é individual. A poesia não é para exprimir as emoções sociais. As emoções sociais exprimem-se pela acção, cada emoção social pela acção relativa a ela. A poesia existe para exprimir aquilo que as acções e os gestos não podem exprimir.

E o que parece não querer dizer nada sempre quer dizer alguma coisa...

Penso, muitas vezes, que não são os pensamentos que são demasiado profundos para as lágrimas, mas as lágrimas que são demasiado profundas para o pensamento.

Tudo vale a pena.

Tem a arte, para nascer, que ser de um indivíduo; para não morrer, que ser como estranha a ele. Deve nascer no indivíduo per, que não em, o que ele tem de individual. No artista nato a sensibilidade, subjectiva e pessoal, é, ao sê-lo, objectiva e impessoal também.

Para que um homem possa ser absolutamente intelectual, tem que ser um pouco imoral.

Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sózinho.

Nunca me pesou o que de trágico se passasse na China. É decoração longínqua, ainda que a sangue e peste.

A arte é, como toda a actividade, um indício de força e energia.

Loucos são os heróis, loucos os santos, loucos os génios, sem os quais a humanidade é uma mera espécie animal, cadávares adiados que procriam.