Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.

Clarice Lispector

Clarice Lispector

Profissão: Autor
Nacionalidade: Brasileiro

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Escrever sem estilo é o máximo que, quem escreve, chega a desejar.

Eu sou do tipo dos sem tipos.

Suponho que este tipo de sensibilidade, uma que não só se comove como por assim dizer pensa sem ser com a cabeça, suponho que seja um dom.

Tá foda a vida.

É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei o bem, mas não posso dizer.

Porque o formalismo não tem ferido a minha simplicidade, e sim o meu orgulho, pois é pelo orgulho de ter nascido que me sinto tão íntima do mundo, mas este mundo que eu ainda extraí de mim de um grito mudo.

Nos meus livros quero profundamente a comunicação profunda comigo e com o leitor. Aqui no jornal apenas falo com o leitor e agrada-me que ele fique agradado.

Eu não: quero é uma realidade inventada.

O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e se recusa a envelhecer.

Um coração como poucos. Um coração a moda antiga.

Mais uma vez ou duas na vida - talvez num fim de tarde, num instante de amor, no momento de morrer - teria sublime inconsciência criadora, a intuição aguda e cega de que era realmente imortal para todo o sempre.

Qualquer um pode sonhar acordado se não mantiver acesa demais a consciência.

Terei que correr o sagrado risco do acaso. E substituirei o destino pela probabilidade.

Quando começa a ficar bom ou eu desconfio ou dou um passo para trás.