Aquilo que se aproxima, não é a comunhão das opiniões, mas a consanguinidade dos espíritos.

Marcel Proust

Marcel Proust

Profissão: Autor
Nacionalidade: Francês

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É em geral com o nosso ser reduzido ao mínimo que nós vivemos, a maioria de nossas faculdades permanece adormecida, porque repousa no hábito, que sabe o que cumpre fazer e não necessita delas.

Porque o arrependimento, como o desejo, não procura analisar-se, mas sim satisfazer-se.

Deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação.

Os dias talvez sejam iguais para um relógio, mas não para um homem.

O Amor nos leva não somente aos maiores sacrifícios pela criatura amada, mas, às vezes, ao sacrifício do nosso próprio desejo, aliás tanto menos satisfeito quanto mais se sente amada a criatura que cortejamos.

Na maioria das vezes, um homem excessivamente rico usa o mesmo jaquetão puído. Um senhor que é o que existe de mais chique é um indivíduo que no restaurante, só fala com os empregados e, de volta para casa, joga cartas com seus lacaios.

O fim da dor nos faz duvidar que tenhamos realmente amado.

Assim como o futuro, não é de uma vez, mas pouco a pouco que saboreamos o passado.

São as paixões que esboçam os nossos livros, e o intervalo de repouso entre elas que as escreve.

O ciúme é muitas vezes uma inquieta necessidade de tirania aplicada às coisas do amor.

A mulher que amamos só poucas vezes satisfaz as nossas necessidades, pelo que lhe somos infiéis com a mulher que não amamos.

Os paraísos perdidos estão somente em nós mesmos.

Os nomes que designam as coisas respondem sempre a uma noção da inteligência, estranha às nossas impressões verdadeiras e que nos força a eliminar delas tudo o que não se reporte a essa noção.

As pessoas mundanas estão de tal modo acostumadas a que as procurem que quem lhes foge parece-lhes uma fênix e domina-lhes por inteiro o pensamento.