No fundo, o homem religioso é um hedonista. O instinto religioso geral é um instinto de prazer, de ter tudo «resolvido» na vida.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Profissão: Autor
Nacionalidade: Português

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Agir é descrer. Pensar é errar.

Que mãos estenderei para que universo? O universo não é meu: sou eu.

Todo o revolucionário, todo o reformador, é um evadido. Combater é não ser capaz de combater-se.

A sociedade é um sistema de egoísmos maleáveis, de concorrência intermitentes. Cada homem é, ao mesmo tempo, um ente individual e um ente social. Como indivíduo distingue-se de todos os outros homens; e, porque se distingue, opõe-se-lhes. Como sociável, parece-se com todos os outros homens; e, porque se parece, agrega-se-lhes.

O essencial é sentir directa e simplesmente. Eu sinto directa e simplesmente. Sinto o complexo, o anormal e o artificial? É o meu modo de sentir. Logo que eu os sinta espontaneamente, estou no meu lugar, no lugar que a Natureza, criando-me assim, me impôs. Cumpro o meu dever.

Cada vez acho menos sabor a tudo, mesmo a não achar sabor a nada.

O binómio de Newton é tão belo como a Vénus de Milo. O que há é pouca gente para dar por isso.

Não há normas. Todos os homens são excepção a uma regra que não existe.

Cada dia da minha vida é o dia mais infeliz da minha vida. Cada sonho é o sonho mais belo que eu tive.

A sublimidade de desperdiçar uma vida que podia ser útil, de nunca executar uma obra que por força seria bela, de abandonar a meio caminho a estrada certa da vitória!

Realizar o amor é desiludir-se. Quando não é desiludir-se é acostumar-se. Acostumar-se é morrer.

Pensar é descrer.

Tudo isto hoje é como sempre foi...

Pertencer - eis a banalidade. Credo, ideal, mulher ou profissão - tudo isso é a cela e as algemas. Ser é estar livre.