O que há é o melhor.

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa

Profissão: Autor
Nacionalidade: Português

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Tem a arte, para nascer, que ser de um indivíduo; para não morrer, que ser como estranha a ele. Deve nascer no indivíduo per, que não em, o que ele tem de individual. No artista nato a sensibilidade, subjectiva e pessoal, é, ao sê-lo, objectiva e impessoal também.

Não sou, como disse Goethe, o espírito que nega, mas o espírito que contraria. (...) Porque contrariar actos, por maus que sejam, é estorvar o giro do mundo, que é acção. Mas contrariar ideias é fazer com que se abandonem, e se caia no desalento e de aí no sonho e portanto se pertença ao mundo.

A vida prejudica a expressão da vida. Se eu vivesse um grande amor nunca o poderia contar.

Valerá a pena amar o que podemos ter? Amar é querer e não ter.

Hoje defendo uma coisa, amanhã outra. Mas não creio no que defendo hoje, nem amanhã terei fé no que defenderei.

Se um homem criar o hábito de se julgar inteligente, não obterá com isso, é certo, um grau de inteligência que não tem; mas fará mais da inteligência que tem do que se julgar estúpido.

O fausto repudio, porque o compram.

Uma ficção é um erro relativo. Um erro é uma ficção absoluta.

Quem ama é diferente de quem é.

Pouco usamos do pouco que mal temos.

Repudiei sempre que me compreendessem. Ser compreendido é prostituir-se. Prefiro ser tomado a sério como o que não sou, ignorado humanamente, com decência e naturalidade.

A renúncia é a libertação. Não querer é poder.

Pertenço a um género de portugueses.

Toda máscara cobre uma caveira.